Devaneios

sábado, dezembro 31, 2011

Fim de ano


Prometi a mim mesma que não ia entrar numas de fazer retrospectiva de final de ano, no entanto aqui estou, me negando na mesma frase pelo menos duas vezes.
O inconsciente coletivo, a mensagem subliminar que nos passam a cada final de ciclo do calendário gregoriano, nos imputa a mesma dúvida de sempre: "o ano acabou, e o que você realizou"? "Quais são as suas metas para o ano seguinte"...
Eu juro que queria seguir a minha teoria: volta e meia você precisa avaliar os seus ciclos pessoais e se questionar sobre metas e realizações, não necessariamente esperar o fim do ano para fazer isto... Confesso, que sou um pouco "maria-vai-com-as-outras". Cá estou, as 07:16 do último dia do ano de 2011 fazendo a minha reflexão...
2011 definitiamente não foi um bom ano para mim. Algumas decisões importantes foram tomadas, profissionalmente bagunçou um pouco, separações, discussões...
Vamos lá, minha retrospectiva pessoal: como em quase todos os anos, minha virada de ano foi marcada por um momento de tristeza. Não sei bem o porquê, sempre me sinto só neste período. Sinto falta da família (meus pais, irmãos), sinto saudades da infância e choro... No ano passado não foi diferente, a não ser pelo fato de que quem estava comigo, nunca percebeu este momento em outros anos e foi extremamente incompreensivo. Eu sei que ninguém é obrigado a se compadecer de nada, mas um pouco de sensibilidade não mata ninguém. Resultado: me senti ainda mais sozinha. Sozinha em uma multidão. Como reza a lenda, da forma como vc encerra o ano, é a forma que ele vai tomar ao longo dos próximos 365 dias... Se é lenda ou não, só sei que foi assim... a sensação de vazio me acompanhou desde então.
No trabalho, mudanças no quadro gerencial me desgastaram, sobrecarregaram, ensinaram e cansaram... ainda estou aparando as arestas deste período de turbulência.
Na vida pessoal, rompi com o pai do meu filho, sai de casa e voltei para a casa da minha mãe. O que era para ser uma estada de apenas 01 semana, já tem quase 01 mês tudo por conta de uma assinatura de contrato... paciência. Mais uma vez estou longe do Lucas, com a diferença que só o vejo a cada 15 dias, quando estou com o final de semana livre. Dóiiiiiii...
Como nem só de agruras vive o homem, em 2011 reencontrei alguns importantes amigos, retomei algunas contatos e recomei o processo de tomar conta de mim mesma e pensar em mim...
Para 2012 eu me desejo: a concretização de estar num canto meu, sucesso profissional, saúde, qualidade de vida, mais tempo com Lucas, conhecer novas pessoas, novos lugares, reconquistar meu espaço no meu emprego, aprender a dirigir, fortalecer as amizades já existentes, criar laços (comigo mesma principalmente).
Em 2012, eu vejo um novo começo, mais feliz, mais sereno, maduro e de grandes conquistas... Neste exato momento eu decidi: EU SOU FELIZ! Deixa a tristeza pra lá!
Quem já partiu deste plano, não volta aqui na mesma pessoa; relações começam e terminam a todo instante, até o dia em qe você encontra aquela pessoa que está disposta a cuidar de você, você cuidar dela e ambos estarem disponíveis e querendo aceitar este cuidado; amor de mãe é incondicional, se as amizades persistem com o tempo e a distância, a cumplicidade de mãe e filho é eterna e resiste a uma ausência curta. Saudade não mata, envelhece! O tempo não para e nem volta atrás. A cada ciclo de 24 horas, você sempre tem a chance de fazer o melhor por você e para os outros... Esta é a lição que levo para 2012, o meu compromisso é alcançar as minhas metas!

sábado, janeiro 23, 2010

Porto Som (sic!)

"Hoje cedo, na rua do Ouvidor, quantos brancos horríveis eu vi"...
Este post não tem o objetivo de levantar bandeiras, apenas de relatar uma experiência vivida.
Sexta-feira, "dia da providência" segundo alguns, resolvo sair do trabalho e curtir um som no Porto da Barra - minha amiga Juliana estaria se apresentando. Até aí, perfeito. Chegando lá, me deparo com o "inferno"...
Gente pra caramba!!! Na última vez que fui, o clima tava massa, pouca gente pra curtir na época o Roney Jorge...enfim, prova de que o evento é um sucesso. Mas, só pra variar, a Secretaria de Cultura faz um evento bala, mas esquece que é necessário ter o mínimo de infra-estrutura. Estamos às vésperas no carnaval, em plena cidade de São Salvador, ou seja, o mundo para!
Voltemos... evento com boa música, mas sem estrutura. O que vi foram muitos ambulantes pelas ruas, tapumes, pedaços de madeira, andaimes por armar, outros tantos armados, banca de churrasquinho (sim, os gatos estavam lá) e o povo se espremendo para conquistar seu espaço, seja na areia, seja no calçadão (hã?). Resumo da ópera - muito tumulto!
Não bastasse tudo isto, ao ir embora me deparo com um casal de burguesinhos fazendo uma queixa ao policial... Eles reclamavam que foram coagidos pelo guardador de carros a pagar pelo estacionamento, que foram ameaçados, blá blá blá...até aí, tranquilo. O policial, educadamente pergunta as características do sujeito: "ah, ele é um preto, todo maltrapilho e meio banguela nos dentes da frente". Tipo, o cara não era negro, com estatura tal, trajando tal roupa, aparentando a idade X. Ele apenas era preto, sujo e banguela.
Assim como eu, o policial pareceu indignado, ao ponto de sugerir que quando eles estacionassem o carro onde tem flanelinha (tema polêmico para outro post), que eles pagassem de boa pelo serviço. Afff!!! Mesmo! Festa estranha, com gente esquisita.
"Hoje cedo, na rua do Ouvidor, quantos brancos horríveis eu vi"

quarta-feira, dezembro 30, 2009

Happy New Year...

Não tenho porque esconder, meu ano de 2009 foi fudidaço e muito bom também! Um ano de poucas alegrias, mas de muito aprendizado. Enfim, o que ficou? A certeza de que fiz tudo o que pude para ser mais feliz, e sim, apesar de todas as grandes mudanças estou muito feliz.
Hoje, ao contrário de "ontem", me sinto mais leve, mais aberta para que o novo venha. Estava bitolada numa realidade criada por mim mesma, para satisfazer minhas fantasias. Bizarro.
Parafraseando um "amigo meu", minha vida em 2009 foi digna de um folhetim de Nelson Rodrigues.
Mas 2010 vem aí, e com ele, novas expectativas, novas metas, novos planos... E o melhor, a oportunidade de colocar em prática o que foi apre(e)ndido no ano que passou.
Agora, vou vestir minha roupa branca, calçar minhas sandálias de couro e esperar de braços abertos o novo que vem chegando!
Feliz 2010!

Um post atrasado...rssss

Todo final de ano é a mesma coisa: a caixa de e-mail entupida de mensagem FW: Ou Enc: de gente que você não mantém contato há séculos (e acha que uma mensagem em massa vai te convencer de que ela pensou em você), uma onda de solidariedade invade o coração mais mesquinho, e todos ficam com cara de paisagem achando tudo lindo e belo.
Nada tenho contra o Natal, mas os meus últimos Natais não foram dos melhores, o que não me torna, definitivamente uma pessoa amargurada.
Só não concordo com este climinha de confraternização forçado. É uma data importante, é! Mas é mais como um lembrete de como você deve realmente se comportar ao longo de 365 dias e não em apenas 30 dias.
Quer me presentear? Ótimo! Adoro presentes. Gosto de ser lembrada, e gosto de lembrar das pessoas. Aliás, tenho um péssimo gênio... Gosto apenas de lembrar das pessoas importantes, o que não significa que elas estejam presentes fisicamente. Um exemplo? Sempre me lembro dos meus amigos do Rio: Morgana, Carol, Marietta, Ângela, Anta, Karlos... Tem quase 17 anos que não os vejo. Mas ainda mantemos contato e gosto de lembrar deles. Outros, que eu prefiro que me esqueça, preferem me ligar para me contar o que viu, ou melhor, o que não viu na rua. Pessoas desocupadas, que estão mais a fim de ver as outras se rebaixarem ao seu nível negativo de vibração. O pior, é que a "curiosidade matou o gato", e vira e mexe "caio" nestas armadilhas. Mas a vacina já foi tomada, e em breve surtirá efeito.
Existem pessoas que cairam na minha vida de para-quedas, se estabeleceram de tal forma que é difícil suportar e aceitar a ruptura da relação, mas são coisas da vida...
O que eu realmente queria neste Natal? Um mundo melhor! Sonho, ilusão, utopia... chame do que quiser, mas queria viver num mundo melhor. Onde as pessoas aceitassem a sua fé, assumissem os seus sentimentos, percebesse que mesmo que o outro não tenha as condições que temos de vida, somos ferramentas para aliviar e ajudar o outro a progredir. Neste ínterim, falo das crianças nos orfanatos, nos sinais, dos moradores de rua, de todos aqueles carentes de afeto, atenção e até mesmo bens materiais.
Seria bom também, que todos aqueles que precisam de ajuda, e pedissem ajuda, aceitassem esta ajuda (confuso, né?).
Queria que todos, independente da fé que pratiquem, exercessem o dom do AMOR e da CARIDADE. Queria tanta coisa, quero tanta coisa...
E não, eu não quero e nem preciso, de mensagens vazias de "feliz Natal", principalmente proferidos de bocas e mentes que não acreditam na simbologia da data (que é pura e simplesmente o nascimento de uma nova promessa, a renovação da esperança, representados no Cristianismo no nascimento de Jesus, no Paganismo, no nascimento da Criança da Promessa - Yule).
No mais, desejo sim um Feliz Natal, a todos aqueles que sabem reconhecer o significado deste desejo. 22/12/2009

segunda-feira, dezembro 21, 2009

Mudaram as estações?

Na semana passada, um amigo, João, me sugeriu pela segunda vez colocar toda a minha angústia em forma de livro. Sinceramente, acho que não tenho o dom com as letras, nem acredito que alguém vá se interessar pela minha historia. Pois é apenas sobre ela que sei escrever. Uma historia louca, confusa, cheia de altos e baixos e, ultimamente, cíclica.
Ontem saí com minha amiga para assistir ao show do Toni Garrido, uma participação especial que ele fez no Summer Time, um evento da Banda Cheiro de Amor. Eu particularmente, adoro carnaval, e mais ainda o Toni Garrido, ex-Cidade Negra.
O final de semana foi cheio de bons momentos, mas recheados de recordações. 1º Sábado: início de noite na Ponta do Humaitá, seguido de um show de Maviael Melo e Rodrigo Sestrem no Rio Vermelho... Domingo: Bahia Café Hall... Lugares visitados pela última vez na companhia do meu Sol...músicas escutadas ao seu lado...
Desmoronei. Mandei mensagem, chorei, sequei as lágrimas disposta a não mais me lembrar deste momento de fraqueza (se é que podemos considerar como fraqueza assumir seus sentimentos). Mas a letra da canção insite em se repetir na minha mente: Mudaram as estações, nada mudou... Enfim, o consolo é que nada vai conseguir mudar o que ficou.
Ideias desconexas, de uma mente que busca a paz...

sexta-feira, dezembro 04, 2009

Saudação a Iansã/Oyá...






Oriki de OYÁ/ IANSÃ

Ela é grande o bastante para carrega o chifre do búfalo
Oyà, que possui um marido poderoso
Mulher guerreira


Explicação: Oriki, Oriqui, Adura, Gbadura, Reza, Louvação, Louvar, Invocação, Saudação, Despertar, Acordar, etc..., normalmente utilizada no candomblé e no Culto Aos Orixás de nação (Keto, Alaketo, Engenho velho, Opojonjá, Nagô, Axé Oxumarê, Culto a Ifá, Santeria Cubana, (Los Orishas) etc... (santo, divindade, deuses, protetor, guardião, anjo da guarda, Pai de cabeça). Praticado na hora em quer for pedir, oferecer, fazer, cultuar, agradar etc.. . Vários são os termos utilizados dependendo e variando de cada tipo de culto religioso, mas que não muda muito o sentido e sim muda o dialeto utilizado (a língua).
Para maiores Informações de Como utilizar ao certo o oriki, procure seu pai de santo (Babalorixá, Yalorixá, Mameto, Tateto, Babalawo, etc..), ou estude um pouco sobre a pronuncia do dialeto yoruba que não é difícil, particularmente aprendi lendo e ouvindo sozinho, dai você pode tirar um exemplo que força de vontade é um dos principais pontos para que na hora de louvar, reverenciar o Candomblé, orixás, santos, Deuses, vodun, etc..., você pode sim fazer, e dar o melhor de si, mesmo não tendo o yoruba como uma língua nata de nosso país.
Oyà A To Iwo Efòn Gbé
Oyà Olókò Àra
Obìnrin Ogun
Obìnrin Ode
Oya Òrírì Arójú Bá Oko Kú.
Iru Èniyàn Wo Ni Oyà Yí N Se, Se?
Ibi Oya Wà, Ló Gbiná
Obìnrin Wóò Bi Eni Fó Igbá
Oyà tí awon òtá rí
Tí Won Torí Rè Da Igbá Nù Sì Igbó
Héèpà Héè, Oya ò!
Erù Re Nikan Ni Mo Nbà O
Aféfé Ikú
Obìnrin Ogun, Ti Ná Ibon Rè Ní À Ki Kún
Oyà ò, Oyà Tótó Hun!
Oyà, A P'Agbá, P'Àwo Mó Ni Kíákíá,
Kíákíá, Wéré Wéré L' Oyà Nse Ti È
A Rìn Dengbere Bíi Fúlàní
O Titi Tí Nfi Gbogbo Ará Rìn Bí Esin
Héèpà, Oya Olómo Mesan, Ibá Re Ò!

clique abaixo em Leia mais para ver a tradução

Ela é grande o bastante para carrega o chifre do búfalo
Oyà, que possui um marido poderoso
Mulher guerreira
Mulher caçadora
Oyà, a charmosa, que dispõe de coragem para morrer com seu marido.
Que tipo de pessoa é Oyà?
O local onde Oyà está, pega fogo
Mulher que se quebra ao meio como se fosse uma cabaça
Oyà foi vista por seus inimigos
E eles, assustados, fugiram atirando as bagagens no mato
Eeepa He! Oh, Oyà!
És a única pessoa que temo
Vendaval da Morte
A mulher guerreira que carrega sua arma de fogo
Oh, Oyà, à Oyà respeito e submissão!
Ela arruma suas coisas sem demora
Rapidamente Oyà faz suas coisas
Ela vagueia com elegância, como se fosse uma nômade fulani
Quando anda, sua vitalidade é como a do cavalo que trota
Eeepa Oya, que tem nove filhos, eu te saúdo!

sábado, outubro 31, 2009

O que eu acho????


Assim que o Brasil foi escolhido como sede das Olimpíadas, me perguntaram o que eu achava de tal escolha. Simples assim: eu não acho NADA!...
Ou ainda, acho muito... Acho um despautério imenso. Como pode um país que não tem condições de cuidar da própria segurança se meter a organizar um grande evento? digo, dois eventos! Afinal, proclamamos e vivemos a política do pão e circo, e como se não bastasse a Copa de 2014, ainda "inventam" RIO 2016... É pra rir????? Não sei, vontade mesmo é de chorar.
Ingressei na faculdade de Administração Hoteleira em 1997, desde então nunca vi números tão mascarados como agora. Em idos de 1998/1999 tivemos uma crise de leito em Salvador, o Quatro Rodas, até então com mais de 400 leitos, fechou para reforma com boatos de falência, a SOLETUR, grande operadora de tursimo, fechou as portas, TRANSBRASIL, VASP... inúmeros vôos internacionais cancelados, Le Meridien fechando as portas... Um caos! E o governo, o que dizia??? PN...Em alto e bom tom.
Agora, no ínicio do ano, vivemos a maior crise de ocupação média de leitos...Carnaval, Salvador, ocupação média de 60%!!!!!!!!!!!!!!! E o governo????? Na figura de Domingos Leonelli proclama aos quatros cantos que a Bahia estava vivendo sua melhor fase... Hotéis com ocupação méda de 96%, a cidade lotada de turistas... A pergunta que faço: "Onde está Wally???" Rsss.. Nada vi além do mais fraco carnaval de todos os tempos, e alguns milhares de turistas hospedados em??? Em suas confortáveis (?) cabines de transaltânticos...
Ok, mas este é o cenário de Salvador...voltemos ao cenário nacional.. o que vemos????? Violência, caos, desordem e falta de estrutura. Cidades que ainda não conseguiram se adequar para garantir a segurança dos seus próprios habitantes, quiça visitante. Congestionamentos de mais de 40 km num simples feriado ou hora do rush, filas inacabáveis em hospitais, mulheres parindo em salas de espera, gente ferida morrendo em via pública por falta de socorro adequado... Ou seja, muita sujeira sendo varrida para debaixo do tapete! E o que o governo faz? Canta alegremente: 'Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu...' E viva o circo, já que o trigo tá caro, o dólar oscila e não dá para fazer o pão...


Imagem: http://colunas.globoesporte.com/fabiomonteiro/category/mulher-na-area/

sábado, agosto 15, 2009

Idéias desconexas

Nunca pensei que determinadas cenas fossem me marcar tão profundamente... Mesmo reconhecendo a importância da mesma, bastou um click e pimba! estava eu lá, revivendo a manhã de 25/12/2008. Sempre tivemos árvores de Natal em nossa casa, toda a minha infância fui contemplada com os presentes natalinos, e de tantas outras datas ditas comemorativas, mas leia-se comerciais.
Mas este último Natal teve um gostinho especial, estava entre a minha família... não aquela que nasci, mas a que ajudei a formar. E mais gostoso ainda foi porque eu pude presentear aqueles que amo... Meu filho, meu marido, minha sogra...
Sou capaz de reviver nos mínimos detalhes e rever as expressões de todos ao abrir seus presentes. Não me diria materialista, mas sentimentalista. Daquelas do tipo incorrigível.
Minha terapeuta me diz que não estou ainda preparada para deixar a terapia de lado, pois preciso consolidar o que foi trabalhado no último ano. Ao reler este texto, vejo que ela tem razão...(não que tenha duvidado dela)...rsss
Minha vida é feita de insigths, vivida por alguns flash backs e hoje, espero que sempre, a caminho da evolução...
Não entendeu o que escrevi? Nem eu! Mas este era o objetivo...